O que é ID, Ego e superego? Descubra agora

Sigmund Freud desenvolveu um modelo do psicológico humano que consiste em 3 partes: o ID, superego e ego. Cada uma dessas partes se desenvolvem em um momento diferente da vida.

Sendo assim, preparamos este texto para que você possa entender o que são o ID, o ego e o superego. Continue lendo para descobrir

o ID

O primeiro a se desenvolver é o ID, aliás, o bebê nasce cheio de ID! Ele é a parte do cérebro que lida com desejos e vontades básicas. O ID é responsável por satisfazer esses desejos. O quanto antes e sem muita preocupação com a viabilidade dessa satisfação.

Um exemplo do ID em ação é um bebê chorando quando sente fome. As motivações do id são o desejo de aumentar o prazer e diminuir a dor. Quando o bebê chora, é para diminuir a dor da fome através de uma mamada.

Ele não está muito preocupado se sua mãe não dorme há 24 horas e finalmente conseguiu uma brecha para fechar os olhos: o ID quer ser satisfeito agora e não quer sentir desconforto. Se a necessidade do id não for satisfeita, ele responde com ansiedade ou tensão.

Entendendo o ID

O id pode ser entendido como um conjunto de vontades que causam uma espécie de pressão no aparelho psíquico. Essa pressão se alivia uma vez que a vontade é satisfeita.

Essas vontades não têm consciência, elas simplesmente são forças internas com as quais nascemos: queremos sentir prazer de inúmeras formas, e evitar desconforto.

O Ego

Conforme o bebê vai interagindo com o mundo, lá para seus 2 ou 3 anos, o ego vai se formando. O que acontece é que o bebê aprende que suas necessidades nem sempre serão satisfeitas, e quando são satisfeitas, nem sempre isso ocorre imediatamente.

O ego se desenvolve como um mecanismo que vai controlando o quanto as vontades do ID serão expressas. Mesmo sendo “moldado” pelo ego e superego, o ID continua sendo uma força infantil e imediatista durante toda a vida.

Diferenças entre Ego e ID

O ego difere-se do ID por ser consciente. Em outras palavras: enquanto o ID é apenas um conjunto de vontades, o ego consegue observar a realidade e decidir conscientemente os passos a tomar.

Ele consegue olhar o agora e calcular se é ou não possível satisfazer uma vontade. O ego consegue pesar os prós e contras de cada ação e descobrir formas realistas e “apropriadas” de agradar o ID.

Se não for possível satisfazer o ID imediatamente, o ego consegue estrategizar para que a longo prazo se torne possível. Essa é uma forma de administrar a tensão criada.

Outra forma de aliviar a tensão é criar um objeto na mente que represente algo no mundo real que se deseja. Esse objeto pode parecer em forma de imagem, alucinação ou fantasia.

Por exemplo, se você está com fome no meio de uma longa reunião de trabalho, você pode ficar imaginando comida até conseguir, de fato, comer. A imagem vai substituindo, temporariamente, a comida real. Por um certo tempo o ID fica quieto, porém, uma hora a fome volta.

Se, ao pesar os prós e contras de uma ação o ego decidir que os riscos simplesmente são muito altos, ele vai encontrar formas alternativas de viver aquela vontade.

O Superego

Por volta dos 5 anos de idade o superego se forma. Ele é um reflexo de condicionamento sobre o que é “certo” e “errado”, que a criança recebe dos seus pais e do meio. O superego tem algumas ferramentas que ele usa para fazer o ego agir de acordo com seu paradigma de certo e errado.

Uma das ferramentas é a culpa, que é usada contra o ego como forma de alerta que algum código moral interno foi violado. Vale lembrar que o código moral ao qual se refere é aprendido e não necessariamente reflete o que seria favorável ao ser humano.

Por exemplo, uma pessoa que tem pais com transtornos de personalidade pode sentir culpa ao tentar se distanciar deles. Talvez porque a culpa foi rotineiramente usada pelos pais como forma de ganhar obediência, e até, inexistência dos filhos.

O filho fica programado para o gatilho da culpa sempre que tenta existir fora dos padrões estabelecidos pelo pai com o transtorno. Essa culpa, porém, seria uma programação feita por parte dos pais para desencorajar a independência do filho.

Ela não representaria a real necessidade do filho, que pode ser, sim, de distância de uma mente em estado crítico de estresse.

Outra ferramenta que o superego usa para se comunicar com o ego são sensações de orgulho, valor e realização. Essas sensações surgem quando se age de acordo com os preceitos morais do superego.

Trabalhando o ID, Ego e Superego

O ID e o superego têm vontades que, muitas vezes, são incompatíveis. Neste caso, a função do ego intermediar a expressão destas vontades.

Se o ID tiver muita liberdade, é possível que uma pessoa se torne destrutiva ou até sem foco. Se o superego estiver dominante, a pessoa pode se tornar incapaz de aceitar qualquer coisa que considere “imoral”.

Se o ego for forte demais, a pessoa pode se tornar vazia de senso interno de certo e errado, procurando apenas seguir regras sem capacidade de ação espontânea.

Na psicodinâmica de Freud, o ego media esse equilíbrio entre o id, ego e superego e o gatilho frequentemente é a ansiedade ou culpa, que pode indicar a necessidade da tomada de alguma ação ou um a presença de conflito interno.

A ansiedade também pode desencadear o uso de defesas psicológicas para diminuir a tensão em cima do ego.

Conclusão

O superego força o ego a considerar mais do que apenas a realidade ao tomar decisões, ele pede que o ego leve em consideração ideais. Ele aprimora e refina aspectos da nossa personalidade.

Sendo assim podemos dizer que o equilíbrio entre o id, ego e superego são os responsáveis que resultam numa personalidade saudável.

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Este artigo presente foi escrito pela aluna do curso de Psicanálise Clínica Taryana Lima Rocha, especialmente para o nosso Blog.

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