Importância da Entrevista no Método Psicanalítico: saiba tudo

Você sabe como o psicanalista conhece seu paciente e define qual será a melhor abordagem a ser feita? Descubra agora a importância da entrevista preliminar para o método psicanalítico!

O que é a entrevista preliminar?

Neste artigo, vamos analisar a importância de uma entrevista e os cuidados que o entrevistador tem que ter com respeito às técnicas utilizadas. Uma vez que para o sucesso da entrevista há necessidade de provocar o inconsciente do paciente para a obtenção dos resultados do tratamento, pela transferência, para que assim se possa eliminar a doença ou o problema que impede o encontro da satisfação ou do prazer. 

Cumpre dizer também que a entrevista é o único acesso do psicanalista para conhecer a personalidade do paciente. Principalmente por meio do desejo do sujeito, ou mesmo anseios, medos. Enfim, seu desejo de se tratar por meio da identificação de neuroses, psicose, ou histerias.

Como começar a entrevista preliminar?

Pelo meu entendimento, as entrevistas sempre devem iniciar com algumas decisões dos pacientes. Ou seja, o assunto, por exemplo. Mas o analista deve favorecer provocações sobre as histórias de vida do sujeito, principalmente no que tange a infância, família, prazeres, felicidade, dentre outros. 

Além de buscar conteúdos do inconsciente do paciente, sempre com muito cuidado para não haver constrangimentos ou até mesmo um dificultador. Porque isso distancia a confiança da pessoa analisada, uma vez que a credibilidade é um dos pontos que favorece para o sucesso na obtenção dos resultados, que pode ser importantíssimo na vida do sujeito.

Fundamentação Teórica

Na expectativa de enriquecer meu entendimento, cito o texto da apostila Módulo 3 – O Método Psicanalítico – pag 4: “O objetivo principal das entrevistas preliminares consiste em direcionar a transferência àquele analista específico. Simultaneamente, há a elaboração de uma hipótese diagnóstica, a produção de um sintoma analítico – o qual não é necessariamente aquele do qual o sujeito chega se queixando – e a produção de uma demanda de análise propriamente (Quinet, 1991; Ariadne, 1998)”.

A arte de escutar na entrevista

Observa-se também a importância em escutar mais e falar menos, para que o paciente sinta-se a vontade e facilite a análise por meio de seus relatos e história. Ademais, até mesmo facilitar a decisão do analista no interesse da continuidade da análise ou desistência da continuidade. Uma vez que por meio desta primeira conversa é que ele irá avaliar até mesmo os riscos de alguma provocação que pode desencadear um surto. Porque a análise provoca informações armazenadas no inconsciente, que podem vir para o consciente.

O consciente, pré-consciente e inconsciente

E por falar do consciente e inconsciente, apresentarei o entendimento sobre eles, juntamente do pré-consciente. 

O consciente: podemos-se dizer tudo aquilo que está no mundo real do sujeito, ou seja, tudo aquilo que o sujeito está ciente no momento, sendo a menor parte é responsável pelo o mundo externo do sujeito. 

Segundo Freud, “o consciente é somente uma pequena parte da mente, incluindo tudo do que estamos cientes num dado momento”. 

O pré-consciente: é parte do inconsciente e proporciona facilmente o acesso à memória. Ou seja, fácil de ser acessado, como nome, matérias que estudamos em poucos dias anteriores, além de servir como um filtro do Inconsciente para o consciente, selecionando as informações que são passadas.

O inconsciente: sendo a maior parte da mente, entendem-se como o local onde são armazenadas todas as lembranças, desde o nascimento até a idade adulta, inclusive os traumas de infância. O sujeito não consegue acessar o material, por não conseguir lembrar ou ser impedido de lembrar. 

Ademais, a pessoa quase não tem às informações armazenadas, sendo muito difícil. Mas, na maioria das vezes, elas são disponibilizadas por meio de sonhos. Ele é o maior responsável pela nossa personalidade e instintos. Sempre age por lei própria.

O Id, Ego e Superego

Na sequência, procuro apresentar meu entendimento sobre o Modelo Topográfico 2. Ou seja: do Id, Ego e Superego.

 Id: energia com necessidade de ser liberada, correspondendo às funções e instinto da mente do ser humano. Ele proporciona a felicidade e a satisfação, por meio de impulsos.

O Id é designado pela psicanálise como parte psíquica, desde o momento em que nascemos. Ademais, é formado por desejos, instintos, e funciona buscando satisfação e prazer, mesmo que seja através de fantasias. Tem a função de proteger o sujeito de dor, insatisfação, angústia etc.. Além disso, é sempre imediatista e não segue regras.

Ego: mediador entre o Id e o Superego. É responsável pela realidade e corresponde às funções psicológicas. Ademais, tem a função como um filtro, que sempre verifica as informações liberadas pelos impulsos do Id, uma vez que ele não tem regras e pode liberar informações não adequadas para serem liberadas naquele momento. O ego é responsável pela harmonização dos impulsos do Id e os valores do superego. Ou seja, princípio da realidade.

Superego: responsável pelos valores sociais, ou seja, valores, éticas, moral. Enfim, nos pune por meio de cobranças da mente. Procurando exemplificar o meu entendimento, quando o sujeito está com preguiça, o Id provoca mais relaxamento, dá o comando para que o sujeito se acomode. Aí entra em cena o Superego, cobrando a reação do sujeito. Por fim,  o ego faz o balanceamento da situação e dá a decisão final, proporcionando a reação do sujeito.

Conclusão sobre a importância das entrevistas

Finalizando, observa-se a necessidade do analista estar atento a todos os detalhes apresentados na entrevista. Assim, ele poderá alcançar os objetivos e colaborar com o analisado, para por fim na angústia, sofrimento, etc.

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O artigo presente foi escrito por Milton Geraldo da Silva, exclusivamente para o nosso Blog Empatia Humana.

 

 

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