Constelação para Casais Funciona? Descubra agora!

A Constelação Familiar é muito utilizada para solucionar problemas de relações pessoais. Mas será que ela funciona para novos relacionamentos? Descubra agora se a Constelação para casais funciona!

A ordem no relacionamento

O relacionamento de um casal é o que dita o início de uma família. Carregamos da nossa família os muitos aprendizados e tendências a respeito do lugar e o papel de cada um em nossa nova estrutura familiar.

Por essa relação, o casal deixa sua família para criar um novo vínculo que se orienta a um terceiro indivíduo: um filho. Isso torna o homem e a mulher seres completos no seu masculino e feminino. Sendo assim, é no filho que esse vínculo passa a existir para sempre. 

Respeitando a lei da ordem, o filho vem depois do relacionamento do casal. Trazendo com isso a responsabilidade de amar-se e respeitar-se como homem e mulher. Lembrando que foi esse amor que fez possível que a criança viesse. Então ele deve ser sempre honrado.

“E assim como raízes nutrem a árvore, assim também seu amor como casal sustenta e nutre seu amor de pais pelos filhos.” — Bert Hellinger

Hellinger e a família

O casal, seja heterosexual ou homosexual, experimenta o vínculo de forma muito profunda quando se relaciona. O que o faz deixar suas famílias para criar a sua própria. Tal relacionamento íntimo cria um laço da alma, que é de certa forma indissolúvel, apesar de que encontramos  mecanismos como o divórcio.

 Bert Hellinger fala que, em nosso coração, esse vínculo permanece a agir mesmo após o fim de um relacionamento. E que o primeiro sempre nos vincula de forma especial e, quando há um segundo ou ainda outros, estes últimos já não terão a mesma força que o primeiro.

Quando se traz para a consciência a existência de um parceiro ou parceira anterior, é possível para o cliente perceber o vínculo que o está ligando a esta história, e com amor e respeito, deixá-lo seguir. Entretanto, esse vínculo continua a existir, por exemplo: aquela pessoa continuará a ser o primeiro ou primeira parceira de relacionamento, isso não mudará. 

Porém, o vínculo que é reconhecido não mais se interpõe no caminho de novos relacionamentos. Ele se torna parte do que foi, sem precisar permanecer presente.

Na Constelação para casais: quanto mais se dá, menos se tem

Bert Hellinger nos traz a informação de que a cada novo relacionamento, entramos com “menos a oferecer”, uma vez que deixamos “coisas” com os parceiros que vieram antes. Por isso, temos menos à disposição, e somos capazes de dar um pouco menos a cada novo relacionamento.

Convém lembrar que esse é um movimento da alma, não se relaciona com bens ou coisas concretas. Mas sim com a disponibilidade interna (emocional) para se relacionar. Por essa razão, é mais fácil terminar um segundo relacionamento em comparação com o primeiro e, sucessivamente. Ou seja, cada novo relacionamento há menos vinculação e mais fácil se torna a separação.

Portanto, trata-se de uma lei natural que independe do julgamento do que é certo ou errado. Mas que atua sobre todos e que, independente de nossa vontade, age sobre nós.

As leis da Constelação para casais

Perceber estas leis que foram confirmadas por Hellinger nos ajuda a entender muitas das nossas atitudes quando estamos nos relacionando. Principalmente para quem está no segundo ou terceiro relacionamento, pois aprender como elas atuam pode nos ajudar a compreender e dissolver conflitos com um parceiro, por exemplo.

A hierarquia dentro do relacionamento

Tomando a visão sistêmica, reconhecemos as diferentes funções para o homem e para a mulher dentro de um relacionamento. Porém, ambos com o mesmo grau hierárquico. Porque ambos estão no mesmo nível quando falamos de lugar (ordem). 

Da mesma forma, ambos se necessitam mutuamente. Reconhecer isto nos abre o caminho para a compreensão de um desequilíbrio que acontece entre o casal. Se os dois precisam, os dois tomam e dão, em uma troca equilibrada. Porém, se por algum motivo, há um lado que é “benevolente”, que sempre cede, que não costuma  pedir nada em troca, o relacionamento entra em uma área perigosa para sua sobrevivência.

O equilíbrio para o relacionamento

O que explica esse fenômeno em nossos relacionamentos é a lei do equilíbrio. E quando somos impedidos de exercer uma troca equilibrada, nos sentimos pressionados a buscar a compensação.

E se nosso parceiro ou parceira “benevolente” não abre espaço para o equilíbrio, é comum que quem recebeu muito saia do relacionamento. Hellinger define como pesado o destino daquele que não pode se relacionar compensando o que recebe de alguma forma.

Como a Constelação ajuda os casais?

Por isso, temos que ter muito cuidado ao nos colocar em nossos relacionamentos. Precisamos entender que aquele ou aquela que está agora conosco teve uma vida com sua própria cultura e emaranhamento. E que de certa forma ele ou ela também é resultado disso.

Concluo com a fala de Bert Hellinger sobre o movimento do divórcio no livro “A simetria oculta do amor”: 

“Quando finalmente se dá a separação, ambos os parceiros se vêem diante das possibilidades e riscos de um novo começo. Se um deles rejeitar a oportunidade de um novo começo e ignorar a possibilidade de criar algo de bom, preferindo apegar-se à dor, torna-se difícil para o outro parceiro libertar-se.

Por outro lado, se ambos aproveitarem as oportunidades surgidas e fizerem alguma coisa com elas, ambos se libertarão e ficarão aliviados do fardo. Entre todas as possibilidades de perdão nas situações de divórcio e separação, esta é a melhor, porque traz harmonia mesmo quando a separação ocorre.”  

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