Comunicação: O antídoto para a Mediação de Conflitos

Todos sabemos que é muito fácil haver desavenças nas relações pessoais, principalmente as mais próximas. Você sabe como a comunicação pode ajudar a evitar esses conflitos? Então descubra agora em nosso artigo, e use a comunicação como um antídoto contra os desentendimentos.

Desavenças nas relações

Desde que o mundo é mundo, a humanidade sempre se envolveu em disputas, com as mais variadas denominações. Conflitos, confrontos e, até mesmo, guerras sangrentas. Ademais, em sua maioria, senão todos, esses casos acontecem por falta de uma comunicação eficaz e eficiente, especialmente  as disputa entre casais.

Ratificando, os conflitos existem desde o início da humanidade. Eles fazem parte do processo de evolução dos seres humanos e são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistema familiar, social, político e organizacional.

Numa visão positiva, o conflito é fonte de ideias novas, podendo levar a discussões abertas sobre determinados assuntos,  pois permite a expressão e exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores numa salutar e crescente harmonia entre as pessoas envolvidas.

O que gera os conflitos?

Um conflito pode surgir de uma pequena diferença de opiniões. Além de uma comunicação desprovida de seus elementos essenciais: escutar, entender, falar e deixar de falar. Por isso, podendo se agravar e atingir um nível de hostilidade sem precedentes, o que podemos chamar de “conflito destrutivo” ou “confronto”, no qual desaparece a figura do “ganha-ganha”, dando lugar ao “perde-ganha”. Ou seja, haverá um “perdedor” e um “ganhador”, diferentemente do “conflito” em que impera o entendimento, a compreensão e o acordo.

Os conflitos conjugais são inevitáveis e, até certo ponto, saudáveis. Embora todos os parceiros queiram uma convivência pacífica, é difícil, porque vivemos relações em que há divergências de ideias. E, sem um bom diálogo, essas diferenças viram conflitos. 

Devemos estar preparados para, assim, as frustrações não nos trazer sofrimento. Parece inaceitável que dois seres que se amam tenham divergências. Por isso, não aceitam e negam ao invés de confrontar-se com esta inevitável realidade.

Como melhorar nossa comunicação?

Uma vez que mais de 90% de nossos comportamentos e atitudes são aprendidas, podemos, assim, aprender habilidades e técnicas para lidar com nossos conflitos, fazendo-os instrumento para crescimento pessoal, especialmente do casal e familiar. 

Dentro destas habilidades e técnicas, algumas coisas são substancialmente necessárias:

  • Conhecer as diferenças entre homens e mulheres.
  • Analisar com detalhes as causas internas e externas do conflito. E 
  • Avaliar se a comunicação está “clara e segura”, tanto para o “transmissor” quanto para o receptor. 

Tomando estes cuidados, mais da metade do conflito estará resolvido.

Em resumo, a insatisfação no relacionamento familiar somatizada por conflitos conjugais ocupa, no mínimo, 80% dos atendimentos nos consultórios clínicos. Em função desta demanda, percebe-se o quanto a comunicação tem um papel fundamental para evitar ou mediar estes conflitos. Veja, a seguir,  um “estudo de caso” que merece nossa avaliação, especialmente quanto à comunicação:

Estudo de caso: casal Y e Z.

Veja a queixa do casal “Z” e “Y” e seu desenvolvimento (relato):

 “Z” chegou em casa mais cedo e aguardava a chegada de “Y”. Embora expressando cansaço, sabia que sua companheira, igualmente, também estava, e gostaria de fazer-lhe um convite para jantar e espairecer: 

“Z” está pensando em sair para jantar com ela, quando ela entra: “o que devemos fazer para o jantar hoje?”

“Y” entende que ele quis perguntar quando o jantar estaria pronto:  “por que sempre sou eu que tem que fazer o jantar?”

“Z” entende a reação dela como um ataque e pensa sobre por que ela é sempre negativa e responde: não é sempre você quem tem que preparar o jantar. Às vezes eu também preparo.

Para “Y” o ciclo negativo continua, quando ela tende a achar que faz tudo dentro de casa: “trazer sanduíches e refrigerantes não é preparar jantar.”

“Z” se sente cada vez mais frustrado: “esqueça. Eu não queria sair mesmo com você!”

“Y” fica mais irritada, pois não lembra de tê-lo ouvido falar em sair: “até agora você não falou em sair, você cobrou o jantar.”

“Z” já está mais aborrecido: “eu disse sim! Perguntei onde você queria jantar e você foi grossa.”

“Y”: “grosseira eu? Como disse, você sequer falou em sair.”

“Z”: “disse sim!”

“Y”: “como sempre, você é o certo.”

Depois de ouvi-los pacientemente e perceber o aumento da “temperatura”, à medida de suas exposições, às vezes alternados, outras atropelados, pedi-lhes que seria minha vez de falar e gostaria que me ouvissem com os mesmo cuidado que o fiz para com eles.

Como a Constelação ajuda em casos de falta de comunicação?

Portanto, disse-lhes que eles não eram os primeiros nem seriam os últimos dos casais que alí estiveram pelo mesmo motivo. Mas que aquilo não deveria interromper um relacionamento iniciado com tanto amor e esperança para constituir uma família, cujo espaço deveria ser de felicidade e paz como eles confidenciaram.

Por fim, após lhes apresentar algumas habilidades sociais, algumas “regras básicas” e algumas técnicas de relacionamento e comunicação, repassamos a briga apresentada por eles, passo a passo, utilizando a “técnica de falar-ouvir”. Refizemos o diálogo com olhar e desejo de cada um deles, o que os levaram a acharem graça de suas próprias infantilidade por não perceberem o “ruído” da comunicação, levando-os àquele “estado-de-guerra”, enquanto eles queria paz e tranquilidade.

Conclusão

Nesta perspectiva, entendemos que a comunicação clara e segura impede a ação nociva de um conflito. Tanto familiar, como também nas organizações e grupos sociais. 

Interessante, não? Comente aqui uma situação que te fez entrar em um conflito pela falta de diálogo! Gostou do artigo e se interessa pela área da Constelação?Então se inscreva agora no nosso curso e se transforme em um constelador de sucesso, capaz de auxiliar as pessoas!

O artigo acima foi desenvolvido pelo aluno do curso de Constelação Clínica Pedro Fernandes de Souza.

 

 

 

 

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