Encontrando as Causas dos Traumas: Como a Constelação Pode Ajudar?

Como é encontrar as causas de traumas e como a Constelação pode ajudar a resolver este problema.

Uma das demandas dos consultórios é poder entender nas entrelinhas, as causas dos traumas dos pacientes que nos procuram. Na explicação do que vivem e sentem, descreve não entenderem os bloqueios que possuem como medo, culpa, timidez, disfunções entre outros.

Com a experiência de atendimento de adultos com problemas de relacionamento com o sexo oposto, com a própria sexualidade e com baixa auto-estima, percebo que muitas das causas vêm de abusos vividos na infância.

A causa dos traumas

Quando questionados como era dentro da família, descrevem que não encontraram ou encontram espaço para o diálogo, convivem com excesso de cobranças, julgamentos, machismo, moralismo entre outros.

Através de técnicas de psiônica, regressão encontramos lembranças ligadas a vivências da infância, normalmente que aconteceram antes dos sete anos. As lembranças vem de forma surpreendente, trazendo relatos de violências que sofreram e que de certa forma, estavam bloqueados.

Os relatos descrevem abusos sexuais, chegando ou não a vias de fato e que foram praticadas por pessoas próximas: pais, parentes ou amigos/vizinhos bastante próximos e de confiança da família.

Como adultos ao se depararem com a vivência da situação, percebem que quando criança não encontrava explicação para aquilo que se apresentava, era inocente e na sua pureza, não conseguia prever a maldade. Muitas vezes essa violência vinha de alguém que tinha poder sobre ela ou ainda inspirava confiança e muitas vezes amor.

Abuso infantil

Percebem agora adultos que o abusador ou abusadora já tinha intenção pré definida quando o abordava. Com estratégias que não eram vistas como perigosas. Assim se apresentando na abordagem como brincadeira inocente ou promessa de um bem que a criança gosta. Porque não tinha conhecimento ou memória do que se tratava, e acabava agindo manipulada. Dessa forma,  sem ter com quem conversar ou denunciar o que lhe ocorreu, acabava se tornando introspectiva e medrosa. Exprimindo relatos de que isto aconteceu mais de uma vez. Em diversas ocasiões pois, como criança não sabiam como reagir ao que lhes era imputado.

Esta criança acaba bloqueando suas lembranças e a família muitas vezes nem desconfia do que lhe aconteceu. Alguns educadores podiam perceber a mudança na criança mas, quando era inquirida na forma de questionamentos, acabavam negando qualquer coisa ou ainda se fechando mais. Por medo de punição, dos julgamentos.

A sociedade de um modo geral, ainda hoje, é muito acusadora e punidora para quem sofre alguma violência deste tipo. Imagina a 20-30 anos atrás. Muitas dificuldades eram e ainda são criadas até conseguirem provas do que ocorreu. A não ser que o fato fosse pego em flagrante ou que tivesse testemunhas do fato. Assim, como normalmente envolvia familiar, pessoa próxima tentava-se abafar o caso. Com o intuito de evitar a vergonha ou ainda culpar a criança pelo acontecido.

Como a constelação pode ajudar com os traumas

Hoje através das técnicas da constelação familiar pode-se tratar os efeitos deste abuso. Assim trazendo aos familiares a vivência de como a criança se sentia na situação e com isto tratar os efeitos, que podem estar marcados em todos os envolvidos.

O adulto ao poder perdoar e entender o que os envolvidos sentiram, dando oportunidades a estes de pedirem perdão e se livrarem dos efeitos gerados pelos acontecimentos.

Como o exemplo de um avô que colocava a neta no colo e acariciava suas partes íntimas. A neta com três anos, não sabia como reagir ou se isto era normal acontecer, nem o que significava tal atitude. Sofreu isto até a morte deste, aos 12 anos. E ainda conviveu com a culpa quando adulta de não ter como tratar sua revolta em ter aceito a situação, sem reagir.

A constelação pode trazer maior entendimento, sanando a culpa e colocando novos registros ao acontecido, com isto liberando do peso.

Conclusão

Estas técnicas podem contribuir muito mais para o esclarecimento de casos de violência infantil. Assim,  mesmo depois de muitos anos passados dos fatos, diminuir os efeitos gerados. Dessa forma liberando o adulto para ter mais segurança, confiança e esperança de um novo futuro.

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