Minha vida: A mulher Carol e o Covid-19

minha vida e o COVID-19

Me chamo Carol e sou uma das vítimas do COVID 19, não se assuste, minha vida está bem agora.

 

Superação

Acredito que a minha cura e superação tenham vindo tão eficaz e de maneira tão educadora eu diria, devido ao simples fato de eu ter um pensamento feminino e masculino também.

Não vou mentir que desabei ao saber do resultado e ao sentir tantas dores, a ponto de me sentir impotente e inútil.

Dando trabalho às pessoas, algo que eu sempre fiz que é o de ajudar as pessoas agora estava sendo inverso.

 

Mulheres na minha vida

Mas com a ajuda, exatamente de mulheres, dia a dia, que foram minha Mãe (Anna), a Dra. Flávia (minha médica), e a Dra. Cláudia (psicóloga) eu me sentia a cada dia que se passava mais forte e capaz de vencer mais uma batalha.

Afinal de contas também faço um tratamento contra um câncer.

 

Minha vida de professora

Pois é, sou professora e pesquisadora das engenharias de Controle e Automação e Engenharia Elétrica (Robótica).

E sempre que entro em uma sala que nunca lecionei, ou até mesmo quando dou uma entrevista ou faço uma palestra eu sempre digo:

“Não pensem que sou homem ou mulher, eu apenas não considero ter sexo para os que comigo aprendem algo.

Pois isso vai muito mais além do que ser considerado um homem ou uma mulher”, e aí muitos arregalam os olhos.

Mas ao me ouvirem, logo entendem a minha linha de raciocínio.

 

Exetremista feminina

Mas o fato é, que no meu íntimo eu sou uma extremista feminina, no sentido de mostrar aos homens que necessitamos de um mundo colaborativo e não competitivo.

E que tenho tanta capacidade para desempenhar diversas atividades, até melhor do que muitos homens.

Eu iniciei a minha carreira muito cedo, aos 20 anos eu já liderava uma equipe de manutenção em uma multinacional com aproximadamente 30 homens.

Logo quando fui convidada para o cargo, eu em pleno século XX na época, achei que não fosse capaz.

Mas para mostrar para mim mesma e para os “machões” eu aceitei a proposta e desde então não tive mais nenhum cargo no qual eu não estivesse à frente.

 

Minha vida na pesquisa

Hoje na pesquisa lidero um grupo de aproximadamente 50 alunos, dos quais 95% são homens.

E todos, sem nenhuma exceção, sempre me elogiam e dizem o quanto é bom ter a minha supervisão.

Meus alunos (homens) aguardam o final da aula para me pedirem conselhos para tantos problemas que me contam, do tipo:

  • relacionamento familiar, relacionamento amoroso e no trabalho.

Com o COVID 19, todos os dias eu recebia mensagens destes alunos homens e das mulheres também, sempre com palavras positivas e dizendo que precisavam de mim.

Para eu ter força e não e entregar ou desistir.

 

Energia feminina

Enfim, não tenho dúvidas de que realmente o ambiente no qual vivemos nos transforma o tempo todo, afinal fazemos escolhas 24 horas por dia.

Creio que a energia feminina em torno da malha do planeta é capaz e será muito eficaz na mudança mundial das pessoas.

Eu ainda me encontro isolada, porém com o advento da internet, estou daqui do meu pequeno quarto com a cabeça explodindo de ideias para que eu pratique não só com meus alunos.

Mas com os que estão ao meu redor.

 

Submissão feminina

Já se foi o tempo, da submissão feminina, e muito menos nós mulheres devemos aceitar sermos submissas.

Também não penso que devemos ser competitivas e muito menos vítimas, o que precisamos é fazer algo pelo mundo.

Mostrarmos o quão nos faz bem sermos solidários uns aos outros, trocarmos experiências, independentemente do sexo que somos ou optamos.

 

Responsável por minha felicidade

Não precisamos de muito para sermos felizes, jamais um carro do ano ou uma casa espetacular devem ser os responsáveis por minha felicidade.

Não podemos ser escravos desta sociedade consumista e tão tecnológica.

A natureza está aí, ainda que judiada, mas espalhada por entre todos nós. É preciso que a valorizemos mais.

“A Ecologia nos mostra como devemos nos relacionar com a natureza e com todos de forma respeitável!”.

 

Minha vida no confinamento

É engraçado, mas vou contar, durante estes quase 20 dias de confinamento/isolamento em meu quarto a Duda me deixou muito bem. A Duda?

É a minha pinscher… Muito amorosa e sempre me protegendo.

Aqui no quarto ela tem feito suas refeições, necessidades e me dado muito carinho. Fazemos tudo juntas. Ama brincar comigo. Uma fêmea, olhem bem… Parem e reflitam!

Ela está sendo capaz de me fazer esquecer que estou aqui isolada, pois converso com ela e sabe de uma coisa?

É perceptível que ela sabe quando não estou bem. Afinal, ainda sinto muitas dores, a ponto de rolar na cama de tanta dor nos ossos e nos rins.

E ela chega, me olha e me faz um carinho do jeito dela.

 

Animais

Animais, como é bom ter um em nossa casa.

Podemos conversar com eles e temos um retorno imediato, as plantas também não são diferentes, elas só ficam bonitas porque existe uma troca de energia entre nós e elas.

Procure a partir de agora observar sobre isso. Procure ter uma planta ou um animalzinho, eles são exatamente o nosso reflexo.

Olhem o meu caso, ninguém acredita que a Duda é uma pinscher, de tão amorosa que é com as pessoas. Reflexo do que passei para ela.

 

Novos hábitos

Enfim, penso que já passou da hora de mudarmos uma série de hábitos, comportamentos e pensamentos. O COVID 19 não veio à toa neste mundo.

Olhem quantos exemplos de solidariedade temos visto pelo mundo afora devido a este vírus terrível.

Minha mãe me crítica muito, por não seguir a sua religião e muito menos por não ter uma religião.

Sou da doutrina espírita e me sinto uma pessoa melhor desde que abandonei a igreja católica e comecei a frequentar a fraternidade espírita.

Isso, porque lá acreditamos na positividade, na lei do retorno e no poder de nossas escolhas, ou seja, o livre arbítrio.

 

Minha vida mudou

Enfim, não quero estender porque este assunto é longo e acabo me empolgando, mas de uma coisa eu tenho certeza.

Se eu não tivesse contraído o COVID 19, eu, em tão pouco tempo, mesmo com pensamentos bons, não teria dado tão valor a um banho de sol, quanto o dia que fui liberada para tal.

Infelizmente, não consigo descrever para vocês a sensação única que senti. Eu apenas senti!

Se antes do COVID eu já sentia a necessidade de mudança, para ser uma pessoa melhor, agora não tenho dúvidas de que muito tenho o que fazer.

Ah, e não posso esquecer, preciso contagiar homens e mulheres para que esta mudança alcance muitas pessoas e locais.
Plante e alimente esta ideia em sua vida!

 

Esse texto sobre Minha vida: A mulher Carol e o Covid-19 foi criado por Ana de Aquino.

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