A Arte do Convívio e seus códigos de conduta

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Design de Convívio e seus códigos de conduta para viver, sobreviver, gerir lugares de habitações.

 

O contexto atual

Vivemos em aglomerados urbanos, vivemos de forma insana e descontrolada em termos de urbanismo e em termos de saúde.

Há muita fragmentação e do olhar analítico vamos gradualmente para integrar subjetividades e um olhar sistêmico.

Nossa cultura que nos define como seres humanos.

Com diversidade e especificidades, com hábitos, crenças e costumes plurais. Hoje vivemos a multiculturalidade.

 

Convivendo com as diferenças

Isso no possibilita ver com outras lentes para conhecermos o mundo. Ambientes de moradia outras. Atitudes inúmeras. Como conviver com diferenças?!

Para ativarmos um novo Código Cultural no viver e conviver é importante passar por esse reconhecimento das diversidades e espaços cohabitados por diferentes pessoas.

Essa nova realidade, dos condomínios,  nos impõe responsabilidade, respeito, tolerância e convivência mais saudável entre todos.

Nossas relações não estão apenas em colapso, mas estão individualista a ponto da crueldade. Grande parte de nossa população tem, sequer, saneamento básico.

 

Integração e colaboração

Compreender integralmente o local que moramos é fundamental. Uma mudança de paradigma precisa acontecer.

Somos extremamente competitivos e intrinsecamente o pensamento egoísta.

Sistema mais integrativo e colaborativo para colaborativos em rede , conversarmos e conectarmos com o pensamento integral.

Visão holista. Estanca dualidade. Perspectiva mais global e inteira.

 

Design de Convívio

O Design de Convívio como a possibilidade de gerir uma comunidade.

Seja ela em ambientes de moradia ou nas empresas.

A corresponsabilidade para a mudança social, a linguagem e o linguajar ligado ao afeto, entrelaçamento no emocionar.

Aparece a emoção como resultante na convivência e no aqui e agora.

 

A nocividade de relacionamentos

Muitas vezes o choque entre as pessoas esbarra no relacionamento nocivo e deficitário e isso tem a ver com o modo de nos comunicarmos, ambiente de rede comunicacional.

Na gestão somos influenciadores de ambientes – entender as redes de conversação é fundamental no êxito dos relacionamentos.

A escolha das palavras, os sentidos, a escuta para formar conexões mais cordiais.

 

Relações saudáveis para melhor convívio

O cuidado e a amabilidade. Uma escuta aberta permite gestar valores coletivos com vínculos.

Cultura das relações saudáveis com ações e reflexões com pertencimento e o respeito às diferenças, ética, convívio, pessoalidade.

 

Design de Convívio e seus eixos

Eixos norteadores do designer de convívio com a sistematização que ela partilha:

  • Eixo Vertical: Ser como ‘quem sou eu’ e embaixo o pertencer.
  • Eixo Horizontal: o conviver e o cuidar.

 

A identidade no convívio

No centro desses eixos temos o nós. Conquista de novos olhares das relações cotidianas.

Desenvolvimento do ser – identidade que afeta a relação de convívio: como tenho me relacionado, quem sou, referências e expectativas, como estou inserido.

O pertencer como se fossem os pés- corresponsabilidade comigo e com o outro, com os ambientes, o que nos nutre nos laços co-criados.

Os lugares que habitamos é co-criado, de pertencimento e de localização.

 

O cuidado no Design de Convívio

O cuidar como zelar de maneira ampla, é constituinte de nosso DNA. Indispensável da vida humana.

Aspecto da singularidade humana do zelo por todos nós e o planeta habitado.

O conviver aqui criamos uma teia auto sustentável da vida, conexões criativas para o entusiasmo, redescobertas de si mesmo, do outro e do espaço.

 

A coletividade

O coração dessa metodologia é o NÓS, miolo, da visão holística e sistêmica. Conecta pessoas como fundamento. Ser, pertencer, cuidar e conviver.

 

Design de Convívio: os agentes

E o gestor do designer de convívio: enxergar e perceber de forma amada, não julgamento, senso de coletividade, sensação de pertencimento.

Compreender os códigos culturais de onde está inserido. Desenhar diferentes cenários factíveis e simples. Consenso em prol do coletivo. Mediar conflitos.

Comunica a rota de ação – aguçar a escuta, agir integralmente, mudar o olhar.

Bom convívio é qualidade de vida, apoio social, qualidade nos relacionamentos e ambientes de moradia, a comunicação clara e objetiva.

 

Cultura vem de cultivo.

Como define Alberto Acosta, o bem viver é uma quebra de paradigmas para superar o “fatalismo do desenvolvimento, reatar a comunhão entre Humanidade e Natureza e revalorizar diversidades culturais e modos de vida suprimidos pela homogeneização imposta pelo Ocidente.”

E é nesse sentido que busco ampliar referências e conhecimentos.

 

 

Esse texto sobre Design de Convívio e seus códigos de conduta foi criado por Martha Lemos.

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