Aprendendo a se conhecer

aprendendo a se conhecer

Uma pessoa aprendendo a se conhecer sabe que é uma tarefa complexa e muito importante. Ela está diretamente ligada aos rumos que damos à nossa vida, afinal, muitas vezes tomamos atitudes sem nem saber o real motivo que nos levou àquela decisão. No entanto, ao analisarmos alguns aspectos que explicam quem somos e porque fazemos aquilo que fazemos podemos, sempre poderemos tomar melhores decisões em qualquer momento. Veja mais neste artigo.

 

Aprendendo a se conhecer e a Psicologia

Descobrir algo novo é com certeza muito interessante para um adulto que busca conhecimento e entendimento de sua própria existência na vida, que passa tão rapidamente que quando nos damos conta os anos se vão. Neste segundo texto que escrevo novamente vou me ater a falar de minha experiência com relação ao que tenho observado e compreendido com apenas 02 módulos de estudo neste curso de psicanálise.

Primeiramente estou encantado com o que tenho vivido nesta experiência de poder aprender um pouco mais, pois nossa história na vida vai sendo construída de forma empírica e vamos juntando tijolinho por tijolinho até montar nossa casa no passar da vida.

Já posso observar meu avanço desde o primeiro texto que falei em subir uma montanha, e é isso mesmo, como subir uma montanha, porém já consegui observar uma boa evolução do meu ser, de meu entendimento em relação a tudo que minha mente construiu e tenho como verdade. Mas a verdade pode ser um ponto de vista naquele determinado momento da vida.

 

Autoanálise e o autoconhecimento

Como nos ensinamentos que li e acredito que entendi, fiz uma breve “auto-descoberta” assim como Freud fez sua “ autoanálise” de 1895 a 1899, período que se dedicou a analisar a si mesmo, estou de maneira superficial claro, tentando descobrir minhas neuroses internas para melhorar meu próprio comportamento e revendo certas “verdades” que tinha como corretas até então.

Hoje posso afirmar que certas citações do texto anterior foram expressões errôneas para meu ponto de vista de agora ou atual e isso acredito ser bom, pois sinto evolução como pessoa que busca conhecimento e clareza para viver de forma leve e produtiva no contexto de uma sociedade já estabelecida.

Após sua “autoanálise” Freud com seu livro interpretação dos sonhos tem nesta obra como a fase inaugural da psicanálise, então podemos observar quão importante é parar e se autoanalisar para poder achar um norte para nos guiarmos na vida.

A partir deste ponto de vista e continuando a estudar a apostila do curso, pude identificar de forma superficial alguns traumas vividos que por vezes ultrapassam a barreira do recalque e aparecem, mesmo que de forma sucinta, a nos fazer a agir de forma muitas vezes deselegante que nos traz dissabores em nossas relações.

 

As descobertas de Freud e a se conhecer

Tendo este pequeno entendimento já estou me sentindo mais preparado para lidar com minhas neuroses, que provavelmente em grau maior ou menor todas as pessoas devem ter as suas. O que me chama a atenção o fato de que os estudos e descobertas de Freud já passam de cem anos e são atuais ao mesmo tempo, pois o mundo não é mais o mesmo, porém a mente humana sim.

Suas descobertas sobretudo do inconsciente foi algo mensurável e a partir de suas revelações um novo modo de ver e entender o comportamento humano se tornou mais dinâmico nos dando respostas a questões até então sem respostas.

 

A Interpretação dos sonhos

Na obra interpretação dos sonhos de 1.900, classificado como corajoso e audacioso para aquela época Freud nos traz três orientações para a formação dos sonhos: Estímulos sensoriais, restos diurnos e conteúdos inconscientes reprimidos, e isso é realmente notório, pois me observando e conversando com pessoas próximas pude confirmar que é exatamente assim que os sonhos se originam, como já citei anteriormente, a mente humana é igual e vai continuar sendo, é genético.

É certo que nossos problemas contemporâneos podem ser outros, mas a mente humana permanece igual com os mesmos mecanismos lá do começo da psicanálise e antes mesmo das descobertas de Freud e outros precursores desta ciência.

Tudo é orgânico como se alimentar ou reproduzir, nossa mente nos guia como explicado no conceito de pulsão: Sendo pulsões de auto- conservação ou pulsões do ego ( alimentação ) e pulsões sexuais ( reprodução) e isto é propriamente dito o fundamento da vida. O que aprendemos é que as pulsões já nascem conosco desde o primeiro mamar até o fim da existência.

Sendo nosso princípio de tudo, as pulsões são manifestações do corpo humano que a mente vai dirigir, e aí está o trabalho do aparelho psíquico, que Freud em principio conceitua em modelo topográfico: inconsciente, pré-consciente e consciente.

 

Conclusão: a importância de se conhecer

Deste ponto para frente com este entendimento da psique humana continuamos a trilhar caminhos e desafios inerentes a toda raça humana do planeta, pois em qualquer lugar, independente do meio ambiente e cultural, salvo algumas exceções, neste mundo globalizado, onde elegemos o modelo capitalista tradicional como forma de nos relacionar, vamos de encontro aos prazeres e dificuldades impostas e aceitas pelo modelo de sociedade que construímos.

Assim sendo, aprendendo a se conhecer a si mesmo se torna algo fundamental para relacionamentos saudáveis no meio ambiente em que se vive. A vida é muito breve, grandes mentes já pavimentaram a estrada do conhecimento, para nós brilha um horizonte claro e a certeza que muito pode ser feito neste caminho do aprendizado.

O texto Aprendendo a se conhecer foi elaborado por Itamar Francio exclusivamente para o Portal Empatia Humana. Gostou? Não deixe de ver os próximos posts. Aproveite e deixe abaixo seu comentário.

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